quinta-feira, 23 de maio de 2013

Como fazer Root no seu celular com Android

Que o sistema Android é um enorme sucesso não há como negar. Várias das principais companhias adotaram o sistema operacional da Google em seus gadgets e o seu crescimento vem acontecendo a passos largos, já que cada vez mais as pessoas adquirem aparelhos com ele.

E mesmo trazendo uma gama enorme de possibilidades de personalização, existem truques no Android capazes de deixá-lo ainda mais “acessível”, se é que podemos dizer assim. Estamos falando do root, uma espécie de desbloqueio nos smartphones com o SO da Google que dá ainda mais “poder” ao dono do celular.

Apesar de parecer algo extremamente avançado, é possível rootar o aparelho de maneira bastante fácil. Confira a seguir o que é o root, para que ele serve e, é claro, como desbloquear o seu celular Android.

O que é o root?

Quando você faz o root no aparelho, o que você consegue, na verdade, é obter alguns privilégios de administrador – o chamado “Superusuário”.  

Como fazer Root no seu celular com Android [vídeo]

Muitas pessoas não sabem, mas o Android foi criado com base em outro famoso sistema operacional: o Linux. Dessa forma, quando você faz o root e obtem essas licenças de Superusuário, é como se você estivesse assumindo o lugar de uma pessoa que utiliza o Linux e que conta com a senha do sistema para executar os comandos “sudo”, por exemplo.

Para que serve

Antigamente o root era utilizado para que usuários de países sem acesso ao Android Market pudessem baixar programas. Outros instalavam a ferramenta para conseguir permissões para transformar o seu aparelho em um ponto de acesso à rede por meio do tethering.
Contudo, hoje em dia isso é possível sem a necessidade de root, fazendo com que a utilização do Superusuário seja direcionada a outras situações ainda mais interessantes – e com um leque enorme de possibilidades.

Como fazer Root no seu celular com Android [vídeo]

É por meio do root (além de, em alguns aparelhos, ser necessário também o desbloqueio do bootloader ou a utilização de programas específicos, como o Rom Manager, por exemplo) que você é capaz de inserir algumas ROMs com versões personalizadas do Android, como as famosas MIUI e Cyanogen MOD.

Além disso, muitas ferramentas só podem ser utilizadas se você contar com privilégios de administrador, como aplicativos para realizar overclock no celular, softwares de backup com muitas opções diferenciadas ou programas para economia de energia, por exemplo.

Como rootar de maneira fácil

Atenção: antes de qualquer coisa, é importante estar ciente de que a realização do root faz com que a garantia do aparelho seja anulada em praticamente todos os casos, na maioria das operadoras.

Além disso, podem ocorrer erros de incompatibilidade, problemas na instalação e até mesmo a total inutilização do celular. Então, antes de desbloquear o seu smartphone esteja ciente dos riscos que você está assumindo.

Se antes o processo de rootar um celular era algo bastante complexo, hoje já existem algumas boas opções em programas específicos para isso. Estes trazem uma maneira muito fácil de realizar o processo e contam com grande compatibilidade, aceitando até mesmo centenas de aparelhos diferentes.

Unlock Root

O Unlock Root surge como a melhor opção na hora de rootar o seu aparelho. O programa é leve, gratuito e funciona sem complicações: basta um clique para você conseguir instalar as funções de Superusuário no seu gadget.

Como fazer Root no seu celular com Android [vídeo]

Além disso, outro grande ponto positivo deste software é a sua enorme compatibilidade. Dificilmente algum smartphone não é capaz de ser desbloqueado com ele. Se você quiser conferir se o seu celular é “coberto” pelo programa, clique aqui e veja uma lista completa com todos os modelos compatíveis. Agora confira como utilizá-lo:

Para realizar o desbloqueio utilizando o Unlock Root, antes de qualquer coisa baixe o software clicando aqui e instale-o em seu computador. Feito isso, agora vem outro passo bastante importante: é preciso contar com os drivers de seu celular devidamente instalados em sua máquina, caso contrário o root não será realizado.

Confira se está tudo OK e, se precisar, baixe os arquivos e realize as devidas instalações em seu PC antes de começar o processo de root.

Como fazer Root no seu celular com Android [vídeo]

Com os drivers regularizados, agora é a hora de o Unlock Root entrar em ação.  Primeiro, inicie o programa sem que o celular esteja conectado ao computador. Em seguida, conecte o cabo ao aparelho e ative o modo de Depuração USB. Para fazer isso, vá até Configurações > Aplicações > Desenvolvimento > Depuração USB.

Como fazer Root no seu celular com Android [vídeo]


Após confirmar o modo, volte ao programa no seu computador e clique no botão “Root”. Assim que o software identificar o seu aparelho, uma caixa de diálogo com uma mensagem surgirá com o nome do modelo; basta confirmar e seguir o processo.

Como fazer Root no seu celular com Android [vídeo]

Depois de alguns minutos, o root será finalizado. Assim que ele terminar, o programa oferecerá também a instalação de outro software criado pelos seus desenvolvedores. Basta indicar se quer ou não baixá-lo. Depois, ele também pergunta se você deseja reiniciar o celular. Neste caso, recomendamos que você realize o reboot para que as modificações sejam 100% iniciadas junto com o smartphone.

Feito isso, perceba que agora existe um novo aplicativo em seu aparelho: o “SuperUser”. Ele permitirá que os novos programas funcionem e obtenham os acessos privilegiados em seu celular, trazendo todos os softwares “autorizados” em uma listagem dentro de sua própria interface.
Como fazer Root no seu celular com Android [vídeo]

O Unlock Root nos surpreendeu, tanto pela enorme compatibilidade apresentada (funcionou inclusive com aparelhos mais “chatos”, como o Milestone e o HTC Sensation) como também pela facilidade em sua utilização.
Entretanto, se o programa não foi capaz de rootar o seu aparelho, confira agora algumas outras opções que também são abrangentes e que se dizem capazes de desbloquear vários celulares diferentes:

SuperOneClick

O SuperOneClick é outro programa “universal” para a realização de root nos celulares Android. O seu funcionamento é bastante semelhante ao do Unlock Root, ou seja, basta você contar com os drivers do seu aparelho, ativar o modo de Depuração USB e clicar para que o processo seja realizado.
O programa, no entanto, apresenta um funcionamento mais restrito, com uma compatibilidade um pouco menor. Confira neste post do fórum XDA Developers se o seu aparelho é rootável com o SuperOneClick e aperte aqui para baixá-lo.

Z4root – root direto no celular

Como fazer Root no seu celular com Android [vídeo]

O Z4root é uma ferramenta que trabalha de forma diferente. O programa é uma aplicação que deve ser instalada no próprio celular. Basta que você o baixe clicando aqui e, em seguida, copie o arquivo APK para o seu aparelho.

Depois, tudo o que você precisa fazer é apertar para que ele desbloqueie o seu smartphone. A ferramenta também conta com uma boa compatibilidade. Confira aqui a postagem com os celulares suportados pelo Z4root.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Saiba como identificar um smartphone falso para não ser enganado

Com o estrondoso sucesso e popularização dos smartphones em todo o mundo, as grandes fabricantes do setor têm sido constantemente alvos da falsificação de seus principais modelos. Diante de cópias cada vez mais perfeitas, compradores em potencial deverão ficar bastante atentos no momento da compra. Pensando neste tema, o TechTudo elencou as principais dicas para que você possa fugir dessas armadilhas e saber se um aparelho é mesmo o original.
 
Selo da Anatel
Selo da Anatel está em todos os produtos nacionais
originais (Foto: Reprodução/Thiago Bittencourt)
Para que as fabricantes de celulares possam comercializar seus modelos no mercado brasileiro, elas deverão, primeiramente, submeter seus dispositivos à homologação da Anatel. Tal processo visa o atendimento de requisitos e normas adotadas no país. Uma vez homologado, o smartphone deverá apresentar atrás de sua bateria ou no manual do usuário um selo com o logotipo da agência reguladora.

Caso você pretenda adquirir um dispositivo no mercado brasileiro, fique atento a esse detalhe, e exija que o mesmo possua o selo da Anatel. Porém, caso compre um aparelho no exterior, ele não virá com o selo do órgão brasileiro, então outros detalhes deverão ser analisados para verificar se o produto é original.

Comparação de imagens e verificação do nome
Outro ponto que deve ser observado com muito cuidado é a aparência do smartphone. Atualmente, modelos falsificados estão cada vez mais parecidos com os originais, e para não ser enganado, verifique minuciosamente detalhes como o logotipo da fabricante, a localização dos botões, a espessura do aparelho, as bordas e o nome do dispositivo. Qualquer característica suspeita pode significar que o produto é uma cópia “pirata”.
 
Especificações técnicas
Suposto Galaxy S4 sem o logotipo da fabricante
Samsung (Foto: Reprodução)
Ao colocar um dispositivo à venda, é absolutamente normal e indicado que lojas e sites disponibilizem as especificações técnicas do produto. Partindo desse pressuposto, é fundamental que os compradores verifiquem tais informações nos sites oficiais das fabricantes e as confrontem com aquelas disponibilizadas pela lojas. Qualquer diferença entre as características do aparelho pode mostrar logo de cara que o dispositivo é falso.

É cada vez mais comum, por exemplo, observarmos em anúncios da Internet, smartphones “Galaxy″ sendo anunciados com configurações variadas como tela de 3 polegadas, suporte a três chips, 1 MB de memória RAM, etc. Se você conferir no site da fabricante, poderá constatar que tais características estão aquém daquelas especificadas para o modelo original.

Portanto, fique atento a estes detalhes, e confira com bastante calma os dados técnicos do dispositivo que você deseja comprar.

Compras em sites e lojas confiáveis
Se você costuma receber e-mails de sites ou lojas desconhecidas, as quais anunciam aparelhos famosos por preços bem abaixo do normal, desconfie. Antes de efetivar uma compra pela Internet, é muito importante que o comprador verifique a reputação do vendedor que está oferecendo o produto.

Com o objetivo de alertar aos consumidores a respeito das armadilhas da Internet, o Procon-SP divulgou uma listagem com 275 sites não recomendados para compras na web. Assim, sempre garanta que o site ou a loja seja certificada, e evite comprar produtos eletrônicos em páginas de leilões e produtos usados, a não ser que tome conhecimento de todos os detalhes.
 
Número IMEI
Número do IMEI fica na caixa do celular (Foto:
Reprodução/Thiago Bittencourt)
Outra forma de constatar a legitimidade de um smartphone é pela verificação do número internacional de identificação do aparelho, o chamado IMEI. Geralmente, aparelhos falsificados não possuem este número, ou, então, adotam uma numeração clonada.
Para descobrir o IMEI de um smartphone, o consumidor possui duas opções distintas: digitar *#06# no teclado do aparelho e verificar a etiqueta impressa colada em sua caixa. É importante que tanto o número apresentado no visor quanto o da caixa do dispositivo sejam idênticos.

Garantia e Nota Fiscal
Por último, esta dica pode parecer bastante óbvia, mas muitos consumidores não se atentam à necessidade de exigir a nota fiscal e o certificado de garantia do dispositivo no momento da compra. Ao ser enganado, e comprar um aparelho falsificado, com toda certeza você não conseguirá obter o suporte técnico da fabricante que também foi lesada. E neste caso, você realmente constatará quais são os malefícios de adquirir um dispositivo falso.

domingo, 5 de maio de 2013

É possível fazer overclock em um smartphone? Quais são os riscos?

O overclocking é uma técnica capaz de aumentar o desempenho de hardwares em computadores e dispositivos móveis. Definido em Hertz, o procedimento acelera a frequência desses aparelhos através de configurações, deixando-a mais alta do que a especificada pelos fabricantes. Porém, a grande preocupação é: será que este processo prejudica a vida útil de aparelhos smartphones?



Primeiro, vamos falar do processo. Fazer overclock em um smartphone não é fácil e é um procedimento cheio de riscos. É tão raro se deparar com um celular que tenha passado por overclock que boa parte das pessoas crê que não seja possível realizar o procedimento. Então, é desaconselhado fazê-lo caso você não tenha experiência no assunto. Além disso, só é possível fazer overclock em smartphones que tenham anteriormente passado por root.
A melhora atingida após o overclock pode variar, mas há usuários que conseguem fazer componentes antigos funcionarem como os últimos lançamentos. Além disso, as tensões de funcionamento podem ser alteradas, o que pode aumentar a velocidade com que a operação se mantém estável.
Apesar de muitos entusiastas alegarem que a aplicação do overclock compensa, visto que é possível usá-la até mesmo em equipamentos mais lentos, o aumento da velocidade do relógio resulta num maior consumo de energia e desgaste de bateria. Alterações na voltagem de componentes também podem ser fatais ao aparelho caso as tensões configuradas sejam maiores do que aquelas suportadas pela estrutura. Por essa razão, o usuário deve estar completamente ciente dos limites de overclock que seu smartphone suporta.
Outro ponto que vale destacar é a questão da garantia do aparelho, que geralmente não cobre danos relacionados a overclock. Uma forma de aliviar os problemas ocasionados pelo processo é o uso de overclockers hábeis, mas tal técnica deve ser utilizada por usuários capacitados e que entendam perfeitamente os componentes de seus aparelhos. Caso contrário, seu uso pode matar o hardware do equipamento e ocasionar em um superaquecimento.
Mas como precisamos ver para crer, fique ligado! o Tech Labs vai trazer com exclusividade o processo de overclock em um Samsung Galaxy s2.

sábado, 20 de abril de 2013

Vale a pena trocar o Galaxy S3 pelo Galaxy S4?



Usuários que adquiriram o Galaxy S3 conseguiram aproveitar vários meses de uma experiência antes restrita apenas a iPhones: bastava tirá-lo do bolso para chamar a atenção de todos à sua volta. A combinação de um visual inovador, tela gigante de alta resolução e poder de processamento sem precedentes foi a grande responsável pelo sucesso da marca e posicionou a Samsung como principal fabricante de smartphones top de linha com Android, gerando bastante expectativa sobre a próxima geração.

Galaxy S4

Felizmente - ou infelizmente - o design do Galaxy S3 fez tanto sucesso que a empresa resolveu reutilizá-lo em vários aparelhos, como o Galaxy S3 mini, Galaxy S Duos e Galaxy Grand só para citar alguns, mas ok, pois veríamos algo completamente novo no Galaxy S4, certo? Errado, isso não aconteceu. O visual que era completamente novo no começo do ano passado se tornou, na melhor das hipóteses, comum, fazendo com que o upgrade visual entre Galaxy S3 e Galaxy S4 seja consideravelmente menor do que o que tínhamos entre Galaxy S2 e Galaxy S3.

Naturalmente o visual não é o único ponto que os usuários levam em consideração na hora de fazer um upgrade de smartphone. As especificações também são importantes, ainda mais no caso da Samsung que dobrou o número de cores de processamento em cada geração de sua linha Galaxy S. Como vimos, são duas versões disponíveis: uma equipada com o esperado Exynos 5 de oito núcleos e outra com um Snapdragon 600 quad-core rodando com um clock um pouco mais alto na versão americana.

Qual é a diferença entre os dois chips na prática? Mesmo que ainda não possamos conferir em nosso laboratório, podemos especular que a performance de ambos os chips sejam semelhantes, afinal a Samsung não vai se dar ao luxo de oferecer uma opção inferior do Galaxy S4 logo nos Estados Unidos, um dos mercados mais promissores da empresa. De qualquer forma, é um upgrade generoso em relação à versão anterior, o que é uma boa notícia para os entusiastas de desempenho mesmo que o Galaxy S3 ainda tenha poder de fogo de sobra.
Galaxy S4 vs Galaxy S3
Em relação aos recursos, a Samsung fez um bom trabalho adicionando programas bastante poderosos combinados com a mais nova versão do sistema Android, a Jelly Bean 4.2.2. Entre os que mais chamaram a atenção podemos citar a capacidade de filmar com as câmera traseira (agora de 13 megapixels) e dianteira simultaneamente, além de alguns aplicativos de edição de vídeo de fábrica. Outro é o S Voice Drive (que temos dúvidas se funcionará com perfeição no Brasil), o Home Sync e o Samsung Knox, que "divide" o celular entre área pessoal e área corporativa ao estilo Blackberry 10.

Dos citados acima, a Samsung garantiu que boa parte estará presente no Galaxy S3 nos próximos meses. Apenas os que dependem de hardware, como o Air Gesture, que permite ao usuário controlar o aparelho sem tocar na tela, ficarão restritos ao modelo mais novo. Analisando esse cenário, podemos ver uma política de atualização semelhante ao que vemos no iPhone, onde os usuários costumam atualizar seu aparelhos a cada duas gerações para tirar benefício de um número maior de recursos sem trocar de aparelho antes que ele faça aniversário.
Galaxy S4 vs Galaxy S3
Outro ponto que merece destaque é a tela, que com mais de 2 milhões de pixels (1920x1080) dentro de 4,99 polegadas resulta em uma densidade de pixels de 441 ppi capaz de fazer inveja em qualquer iPhone 5 com tela Retina, ainda mais quando estamos falando de uma densidade tão alta com a tecnologia Super AMOLED de telas da Samsung. Embora a Super AMOLED HD já seja o suficiente para mal podermos diferenciar os pixels mesmo de perto, a resolução mais alta é uma tendência das empresas de melhorar cada vez mais a qualidade das telas para o consumidor.

Levando todos esses pontos em consideração, vale a pena aposentar o Galaxy S3 para ter o Galaxy S4? Certamente é um upgrade inquestionável para quem possui o Galaxy S2, mas estamos falando de um investimento de R$ 2400 para a versão mais básica, sem 4G e com 16 GB de armazenamento. Tem esse dinheiro sobrando? Então, talvez seja uma boa opção. A grana anda curta? Então, para você, o upgrade talvez não seja tão necessário assim.


Com ajuda: Canaltech